quarta-feira, 18 de novembro de 2009

- pombas -



O que ela viu?

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

[fome de mim mesmo]

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não tem mais luz
não tem mais cor
não tem mais tom
não tem mais eu

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ao som de: os caminhões que passam sob o sol e sobre o asfalto que não respira.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

[introspecções acerca de um mundo]


Tenho estado há tantos tempos distante
Não sinto mais as pernas, nenhum membro
A escadaria me carrega para dentro da mente
E num só fraquejar, me derreto, me cerco

Minha distração aflora
Tudo parece tão intenso

Me torno a arena de um conflito entre eu e eu mesmo
Onde no final de tudo, somente eu serei o perdedor

Frente a frente, a segurança e o medo
Me fazendo deslocar de um canto a outro
Um prisioneiro do tempo auto-destrutivo

domingo, 29 de março de 2009

[parado, desorientado, estático]

"o louco vislumbrava o vôo da borboleta. distorcia e retorcia suas linhas com um puro toque de caos. mimetizava as suas cores mais cheirosas, a invadia na invisibilidade de um beijo e a preenchia como um trago adocicado. então, num silêncio em meio à (in)existência perfumada, a transubstanciou com um sorriso no olhar. semente. terra. vida. logo flores saltaram suas extremidades em busca do sol que estava só."

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Traços e requadros embebidos de palavras nostálgicas:



quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

[o instante colorido que foi esquecido]

As ruas corriam sorridentes para fora e para dentro, tudo era rápido e ecstasiante. As calçadas insistiam em preferir ignorar a turbulência incessante que ali acontecia, conformando-se com a sua estagnação que julgavam ser adequada a aquele instante. De repente, as cores do céu saltaram de suas alturas, chegaram e despejaram-se sobre o concreto da calçada que permanecia inerte e só. O tudo parou por um quase eterno instante a fim de vislumbrar aquele segundo passar. O ponteiro menor mexeu uma única vez. Pronto. O segundo havia passado, e aquele instante jamais seria novamente. O movimento voltou, as calçadas foram esquecidas, tudo voltou ao normal.

ao som de: beirut - elephant gun

domingo, 8 de fevereiro de 2009

[expressões subjetivas gritantes aos olhos]

imagens:





gritos:

"Pelos meus pelos eu sinto a existência
Pelos meus poros o "existo" transpira
Ecstasiado pela atmosfera de essência
Transmuto ao estado de substância"

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"É como seu eu estivesse aqui sem ao menos ter existido algum dia."

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"E naquela noite, mais uma vez nos perdemos pelo jardim dos nossos sentidos. Confundimos nossas pernas, trocamos nossos lábios, vislumbramos nossa coexistência de olhos fechados."

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(silêncio)

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ao som de: meus pensamentos lascinantes e obscuros

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

texto expontâneo

Tu-tu-tu. Um mundo se fechou, outro se abriu naquele instante. E ele ficou ali de pé, parado aguardando ser surpreendido. Ficou lá, e só. Esquecido por ele mesmo, só. Queria ouvir de novo palavras bonitas, mas não ouviu. Só o silêncio de seus ouvidos (que não carregavam lágrimas) o consolava (o fazia lembrar) e só. A borboleta havia se ido por hora, o deixado a sós, só por um instante. Ele era incapaz de entender, ficava ali parado e só. Se mexeu, olhou para a geladeira. “Se entupir de comida”, a primeira coisa que pensou sem entender o porque. Foi. Comeu queijo (que ela dizia gostar), chocolate, os dedos. Não pensava em nada, não percebia nada, não se preenchia com nada do que realmente necessitasse, não entendia o por que e só.